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  • 5 de fevereiro de 2015
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CRUZ ALTA

A história de Cruz Alta remonta ao final do século XVII, quando uma grande cruz de madeira foi erguida a mando do padre jesuíta Anton Sepp Von Rechegg, em 1698, logo após a fundação de São João Batista nos Sete Povos Missioneiros. Mais tarde, com a celebração do Tratado de Santo Ildefonso em 1777, a linha divisória (Campos Neutrais) que separava as terras da Espanha das de Portugal, cortava o território rio-grandense pelos divisores de água exatamente por esse local onde existia a grande cruz e uma pequena Capela do Menino Jesus. A partir de então, este imenso “corredor”, recebeu um grande fluxo de pessoas das mais variadas atividades, como comerciantes, desertores do exército, contrabandistas, imigrantes, etc. A cruz alta tornou-se ponto de invernada e um grande pouso para milhares de tropeiros oriundos das fronteiras com Argentina e Uruguai, que se dirigiam até a Feira de Sorocaba para comercialização dos animais muares (mulas).

O local consolidou-se ainda no final do século XVIII como pouso dos tropeiros, e muitos passaram a residir nas proximidades, até que, no início do século XIX, depois de uma tentativa sem sucesso, mudaram-se então mais para o norte, estabelecendo-se onde hoje está a cidade de Cruz Alta, cuja fundação se deu no dia 18 de agosto de 1821 em resposta a uma petição feita pelos moradores. A água das vertentes do Arroio Panelinha, que abastecia os viajantes, deu origem à “Lenda da Panelinha”, que prega o retorno a Cruz Alta daqueles que em suas águas saciarem a sede.
Cruz Alta foi criada por uma Resolução Imperial em 11 de março de 1833, pelo Presidente da Província da época, Manuel Antônio Galvão. Tornou-se então um das maiores e importante Localidade do Estado do Rio Grande do Sul, quando foi desmembrado de Rio Pardo (um dos quatro municípios iniciais do Estado).

De Cruz Alta, outrora com um imenso território, originaram-se 242 municípios8 , que se subdividiram ainda mais ao longo dos séculos XIX, XX e XXI. Alguns municípios filhos de Cruz Alta são: Passo Fundo (1857), Santa Maria (1857), Santo Ângelo (1873), Palmeira das Missões (1874), Vila Rica (hoje Júlio de Castilhos, 1891), Ijuí (1912), Panambi (1954), Ibirubá (1954), Fortaleza dos Valos (1982), Boa Vista do Cadeado (1996), Boa Vista do Incra (1996), entre outros.
Importantes personalidades gaúchas nasceram em Cruz Alta, como o escritor Erico Veríssimo, o político Júlio de Castilhos, o senador José Gomes Pinheiro Machado, os generais Salvador Pinheiro Machado e Firmino de Paula, o médico Heitor Annes Dias, o poeta Heitor Saldanha, o jornalista Justino Martins, e o artista plástico Saint Clair Cemin.

Foto (Arquivo Rádio Cidade)

Cruz Alta foi elemento importante em alguns dos principais acontecimentos que o estado vivenciou, como, por exemplo, na Revolução Farroupilha, quando o município recém criado foi alvo de incursões militares e especulações políticas em sua Câmara de Vereadores, além de receber o Alto Comando Farrapo em janeiro de 1841 com a presença de Bento Gonçalves, Giuseppe Garibaldi, Anita Garibaldi e David Canabarro. Já na Guerra do Paraguai, Cruz Alta forneceu vários voluntários da pátria, que lutaram sob o comando do Coronel Jango Vidal e do Brigadeiro José Gomes Portinho (depois agraciado com o título de Barão da Cruz Alta) nas Companhias de Voluntários nºs 19 e 40 e da 4ª Divisão de Cavalaria.

Em 12 de abril de 1879, a Lei nº 1075, elevou a categoria de Cruz Alta de vila para cidade. Em maio de 1879, a cidade passou a contar com serviços de telégrafo. A partir de 1870, os movimentos ocorridos na cidade em favor da abolição da escravidão culminaram, em 30 de agosto de 1884, na extinção do escravismo dentro de suas fronteiras9 .

Durante a Revolução de 1893, o município foi apelidado de “Ninho dos Pica-paus”, sendo um dos mais importantes palcos dos acontecimentos, e também o lugar onde a prática da degola neste período foi mais intensa. Cruz Alta foi atacada em 26 de agosto de 1894 pelas tropas maragatas sob o comando de Aparício Saraiva, irmão de Gumercindo Saraiva (morto dias antes em Carovi, perto de Santiago), com aproximadamente 1.500 homens. A cidade foi atacada por oito horas sem tréguas.

Em 2 de agosto de 1895 foi fundada a Loja Maçônica Harmonia Cruz-Altense, com 18 membros influentes na sociedade.
Já na Revolução de 1923, hordas de tropas circulavam incessantemente por seu território, depois dos alinhavados permeados de conchavos registrados nas dezenas de correspondências trocadas entre Borges de Medeiros e Firmino de Paula e Silva para maquinar os destinos da Revolução.


800px-Marco_Alusivo_Cruz_AltaA cruz de concreto pintada de branco hoje existente é alusiva a que ficava no mesmo local, onde em 1698 os jesuítas ergueram uma alta cruz de madeira, como marco territorial das missões espanholas na região.

Localiza-se a 15 quilômetros ao sul de Cruz Alta, no lugar conhecido por vários nomes entre eles, Encruzilhada da Cruz Alta, Benjamin Nott ou ainda “Cruz Alta Velha”.
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Monumento de Nossa Senhora de Fátima

O Monumento de Nossa Senhora de Fátima, popularmente conhecido como “Santinha”, está localizado na cidade de Cruz Alta (RS), Brasil. Erguido em um pedestal de 31 metros de altura. Inaugurado em outubro de 1952.
 
A imagem da Santa, existente na capela do monumento, veio de Portugal, assim como uma ampola com água, existente na miniatura da Basílica de Fátima. O sítio é o destino final do trajeto da Grande Romaria de Fátima para os mais de 120 mil romeiros que participam todos os anos deste grande evento em outubro.
 
O Parque do Monumento foi sensivelmente ampliado e hoje já se pode ver o resultado de muito esforço conjunto da Comissão do Monumento e das Comissões Organizadoras da Romaria. O ambiente é mais acolhedor e mais agradável para os visitantes que, em grande número visitam o local.
Todos os domingos às 16:00 horas é celebrada missa no santuário e no dia 13 de cada mês estão sendo celebradas 02 missas a primeira acontece às 9 horas da manhã e a segunda às 17:00 horas, nesta ocasião os fiéis recebem a bênção individual e também são abençoados objetos pessoais. Muitas pessoas vão até o local todos os dias para rezar, pagar promessas, acender velas e buscar água. Aos domingos é grande o número de pessoas que acorrem ao local.
 
A “Santinha” como é chamada carinhosamente Nossa Senhora de Fátima pelo povo, faz parte da história de Cruz Alta e, principalmente, faz parte da caminhada da Igreja de toda esta região. O padre Pedro Luís Bottari idealizou o Monumento em honra à Nossa Senhora de Fátima, como um local de oração e penitência em 1948.
 
O Padre Pedro utilizava todos os meios possíveis no município para estimular e incentivar a devoção à Nossa Senhora, principalmente através da oração do terço em família, amplamente divulgado em programas de rádio da época. Mobilizou toda a comunidade para que o Monumento se tornasse uma realidade. Foi ele quem estimulou, mobilizou os meios de comunicação em torno dessa verdadeira paixão que alimentava: a devoção á Nossa Senhora de Fátima.
 
Sua construção foi iniciada em 1950, no terreno doado pelo senhor Henrique Scarpelini. O engenheiro Dr. Arno Glitz, juntamente com o construtor Assunção Severo da Silva, que edificaram a obra.
 
A miniatura do Santuário de Fátima em Portugal e a fonte de d’água foram desenhadas pelo Dr. Ítalo de Souza Noechi e construídas por Dante De Vit.
 
A inauguração do Monumento foi a 12 de outubro de 1952. A população de Cruz Alta, nesse dia, duplicou. Foi um acontecimento nunca visto na região. Mais de 40 mil pessoas estavam presentes aos atos de inauguração.
 
A imagem de Nossa Senhora de Fátima, que durante o ano fica no santuário e é conduzida na Romaria, foi doada pelo Governo de Portugal, por intermediação do Embaixador de Portugal no Brasil, senhor Antonio Farias. Na ocasião a imagem ficou exposta em Porto Alegre, na Casa de Portugal, numa vitrine doada pela mesma.
 
Na véspera da inauguração do Monumento a imagem foi levada até a Rede Ferroviária, acompanhada de uma multidão de pessoas. A caravana foi recepcionada na estação, em Cruz Alta, no dia 12 de outubro de 1952 e a imagem de Fátima conduzida em procissão para o Monumento. O então Bispo de santa Maria, Dom Antônio Reis, segundo o rito, consagra o Monumento à Virgem e celebra a missa solene, dando início assim às Romarias em Cruz Alta.
 
Para os atos de inauguração estiveram presentes o Governador do Estado, General Ernesto Dornelles, o Embaixador de Portugal, Sr. Antonio Farias, todas as autoridades dos mais diferentes recantos do Estado do Rio Grande do Sul.
 
Na primeira Romaria o tema/lema escolhido pela comissão foi: Fátima salvou o mundo, Fátima me salvará! Este lema expressa a compreensão teológica daquela época.
 
A imagem de Fátima mede seis metros de altura, e foi esculpida pelo artista berlinense Alfredo Staeger, sobre um monumento de trinta e um metros de altura, o maior do estado.
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Desde a criação da Diocese, a Romaria passou a ser diocesana. A coordenação da pastoral Diocesana, a partir de então, passou a organizar a Romaria, transformando-a num momento alto de oração e evangelização não só de Cruz Alta, mas de toda a Diocese.
 
Segundo registros, e embasados na mobilização em preparação à Romaria, verifica-se que “não é simples dado turístico, mas assume a dimensão de um ato de fé cristã e de um renovado compromisso de vida”.
 
“A Romaria é um caminhar juntos à luz da fé, conduzidos pela mão carinhosa da Mãe, no sentido característico da vida humana, que é um constante peregrinar. Ela é um encontro de irmãos, que crêem num só Senhor, numa só fé, num só batismo, numa só e única vocação para o amor”.
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Memorial Lenda da Panelinha
 
Localizado entre a esquina das ruas General Felipe Portinho e General Andrade Neves, no centro da cidade. Um belo recanto com vertente d’água e esculturas em bronze do artista plástico cruz-altense Jorge Schroeder, retratam a mais conhecida das lendas da localidade.
 
Uma índia oferecendo água para um tropeiro é o fator simbólico de “quem bebe a água da Fonte da Panelinha, retornará sempre para Cruz Alta”. Conta a história que havia um arroio que se chamava Panelinha, cujas águas serviam para matar a sede dos tropeiros que levavam mercadorias do interior do Rio Grande do Sul para Sorocaba, São Paulo.
As índias da região davam de beber a esses tropeiros e eles sempre retornavam. A partir disso foi se solidificando a crença de que “quem bebe da água da Panelinha sempre volta”. Com o passar do tempo ergueram-se casas a beira da Panelinha, e lentamente esse povoado virou cidade.

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Palácio da Intendência
 
O Palácio da Intendência, onde funciona a Prefeitura de Cruz Alta, foi construído em 1914 pelo arquiteto alemão Theo Wiederspahn, o mesmo que idealizou o prédio do Margs e o dos Correios em Porto Alegre.
*Wikipédia
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