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  • 17 de junho de 2017
  • Cruz Alta, RS
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Canção de Luiz Marenco e Gujo Teixeira será homenageada na Coxilha Nativista, em Cruz Alta

Em uma tarde cinza de março, nascia uma das canções mais reproduzidas do Rio Grande do Sul, o chamamé Batendo Água, música que representa um retrato subjetivo da bravura do homem do campo e que demonstra sua força ao enfrentar os desafios que a vida apresenta sem esmorecer.
 
De melodia simples, a composição já foi regravada mais de 100 vezes – 42 delas com registro no Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais (Ecad).
 
Em comemoração aos 20 anos de sucesso da composição, a Secretaria de Cultura e Turismo de Cruz Alta, organizadora da Coxilha Nativista, buscou patrocínio junto à Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e o governo do Estado, para viabilizar uma justa homenagem à obra e ao festival mãe, com o lançamento do Livro Coxilha Nativista – Batendo Água – 20 anos.
 
O material, que foi construído ao longo de cinco meses, conta em detalhes o processo de criação da música nativista mais reproduzida do Estado nos últimos anos, apresenta o histórico das 36 edições da Coxilha, depoimentos de artistas expoentes e identidade visual do fotógrafo Eduardo Rocha.
 
Para o prefeito Vilson Roberto Bastos dos Santos (PT), é uma vitória realizar a Coxilha com recursos do próprio município.
 
– Mas isso também começa a mudar, com um esforço criativo da equipe atual da Secretaria de Cultura e Turismo. O exemplo é este trabalho, com apoio da Corsan, homenageando a música Batendo Água, de Gujo Teixeira e Luiz Marenco. Parcerias como essa, garantem a continuidade e o fortalecimento de um dos mais importantes eventos nativistas sem interrupção do Estado do Rio Grande do Sul – comenta.
 
No dia 27 de julho, segunda noite da 37ª Coxilha Nativista e da primeira eliminatória da fase geral, Cruz Alta vai reviver a emoção de prestigiar a música Batendo Água, no Ginásio Municipal, onde acontece o show do autor da melodia, o cantor Luiz Marenco.
 
Para Gujo Teixeira, autor da letra, festivais como este representam uma oportunidade para que artistas gaúchos mostrem seus trabalhos. Luiz Marenco conta que muita gente boa apareceu pela primeira vez em festivais como a Coxilha, e que o tradicionalismo não teria a mesma expressão sem estes festivais.
 
Segundo Laura Durigon Ajala, secretária de Cultura e Turismo, a composição Batendo Água partiu daquele julho frio de Cruz Alta para ¿tomar de assalto¿ o coração de todos os gaúchos, deixando cristalino o papel fundamental do palco sagrado do festival.
 
– Nesse sentido, é que a Coxilha Nativista e o povo coxilheiro têm orgulho em dizer que foi da nossa terra que saiu essa composição – afirma.

Foto: Divulgação

F: Diário de Santa Maria
 
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